O Processo de Bolonha

O que é o Processo de Bolonha?

 

BOLONHA - PERGUNTAS FREQUENTES


P - O que é o processo de Bolonha?

 

R - É a adaptação do ensino superior à chamada Declaração de Bolonha, assinada por mais de 40 países europeus, que pretende harmonizar o ensino nas instituições de todos eles, no sentido de, em primeiro lugar, os cidadãos de todos os países europeus terem iguais oportunidades e, em segundo lugar,terem a sua vida facilitada quando mudam de país. A isto é chamado o Espaço Europeu de Ensino Superior. (site externo)

 

Para isso ficou estabelecido que:

 

1. Os estudantes do ensino superior podem prosseguir, em todos os países, as mesmas etapas de formação superior, que são:

 

  1. Um primeiro ciclo, com 6 a 8 semestres (3 a 4 anos), que em Portugal se chama Licenciatura;
  2. Um segundo ciclo, de 2 a 4 semestres (1 a 2 anos), que é o Mestrado.
  3. Um terceiros ciclo, até seis semestres, que é o Doutoramento.

 

  1. 2. Para que os estudantes que completam um curso tenham uma efectiva capacidade de ser úteis na vida real, são definidas, à partida, as competências que eles terão no fim de cada disciplina e no fim de cada curso. Nesta perspectiva, todo o ensino (e, portanto, os professores) passou a concentrar-se no trabalho do aluno e nos seus progressos em relação aos objectivos pretendidos, o que faz com que a forma como se processa a aprendizagem seja outra: não é tão relevante o que o professor dá, como aquilo que o aluno aprende. Isto faz com o professor tenha que encontrar formas de motivar o estudante e de o colocar em situações de aprendizagem que estejam relacionadas com o que o futuro lhe pedirá: capacidade de pensar sozinho, capacidade de resolver problemas, saber onde procurar a informação necessária, distinguindo a que é válida, ou credível, da que é problemática ou mesmo incorrecta, saber trabalhar em grupo e, além de outras, dominar conhecimentos fundamentais para a sua actividade.

 

  1. 3. O ensino passou a ser centrado no esforço do estudante, nomeadamente nas suas horas de trabalho, sendo todas elas valorizadas e contabilizadas, sejam as horas de trabalho realizado na sala de aula, no laboratório, no campo, em visita de estudo ou em casa. A contagem faz-se no Sistema Europeu de Unidades de Crédito – ECTS Regulamento das Unidades de Crédito (ECTS) (European Credit Transfer System).


P - Quais são as vantagens de estudar num Instituto Universitário, como o INUAF, que está completamente adequadoa Bolonha e já pôs em vigor todas as leis que dizem respeito a este processo?

 

R – O INUAF – Instituto Superior Dom Afonso III desde 2001 que integra a Rede Europeia ERASMUS, (site externo), a que pertencem mais de 4000 universidades que adoptaram o Sistema Europeu de Unidades de Crédito - ECTS, sendo, portanto, um dos percursores de Bolonha. Assim, quando foi publicada a legislação feita pelo Governo Português para adaptar o ensino superior português a Bolonha, o INUAF pôde, de imediato, assumir a nova forma de trabalho académico.

 

No INUAF, portanto, a experiência já consolidou uma nova forma de estar no ensino. O estudante está no centro da actividade académica, os professores explicam e colocam de imediato os alunos perante situações que, ao terem que superar, com o seu trabalho e com ajuda, evidentemente, lhes trazem grande satisfação e motivação, aumentando sempre a sua vontade de aprender. Não é por acaso que os diplomados do INUAF têm grande facilidade em empregar-se: normalmente não precisam de grandes períodos de adaptação para se tornarem úteis e até, frequentemente, indispensáveis.


P – É mais difícil estudar neste sistema ou no anterior?

 

R – É mais fácil, embora dê mais trabalho. Mas trata-se de um trabalho que dá grande satisfação pessoal e que garante uma preparação efectiva para a vida futura. A procura da facilidade não traz felicidade. Não há nada como sentirmos que somos capazes e que estamos preparados para os desafios!


P-Há quem diga que, como os cursos agora vão ser mais curtos, vamos ficar pior preparados…

 

R – Até aqui, enquanto os portugueses chegavam a mestre com 4 ou 5 anos de licenciatura e mais 2 de mestrado, os ingleses, por exemplo, chegavam lá com 3 anos de bacharelato e mais 2 de mestrado. E quando chegávamos a Inglaterra com uma licenciatura, para trabalhar ou continuar a estudar, davam-nos equivalência a um bacharelato! Sendo a Inglaterra um país tão avançado, será que o problema está na duração dos cursos, ou na organização do ensino? Tenhamos confiança que, com Bolonha, vamos tirar, em menos tempo, melhor rendimento dos estudos.

 

P – Então e as licenciaturas de certas profissões, como as dos médicos, dos engenheiros e dos arquitectos, também vão passar a ter 3 ou 4 anos?

 

R – Não exactamente. Para certas profissões, como as referidas, em que há práticas consolidadas de carácter diferente, estão a ser adoptados regimes especiais, definidos caso a caso.

 

Link para mais informações sobre o processo de Bolonha aqui (site externo)